O que pode mudar na locação de imóveis após a pandemia?

O que estamos vivendo é único. E, claro, como qualquer alteração na rotina do mundo, gera incerteza quanto ao próprio cenário e ao futuro. Por isso, é esperado que passemos por meses difíceis.

E o mercado imobiliário, por ser sensível a qualquer mudança, sente, de forma imediata, os efeitos das instabilidades.

Mas, o resultado nem sempre é o esperado. O que temos notado, neste momento e que, provavelmente, tende a se estender para o futuro, é uma maior demanda por aluguéis.

Essa “nova tendência” no mercado tem sua própria característica: os locatários estão vendo o quanto os contratos “diretos”, sem a intermediação de uma imobiliária, são frágeis.

E isso é consequência da própria dinâmica atual da relação de locação: inquilinos que estão sem renda e, portanto, ficam inadimplentes. Na outra mão temos os proprietários que recebem os alugueis como renda única ou um complemento.

Quando se opta por um contrato junto a uma imobiliária, existem meios de se proteger ambas as partes da inadimplência, seja por encontrar uma forma de proteger os interesses dos locatários e dos locadores ou acionando as fianças locatícias, que são parte integrante de qualquer contrato de locação.

Os tipos de garantia mais utilizados são: seguro fiança, que pode cobrir o aluguel por até 30 meses, o Credpago, que aproveita os dados de cartão de crédito e os títulos de capitalização, para aqueles que já possuem uma reserva financeira e podem utilizá-la como garantia.

É importante ressaltar que não existe determinação legal que isente o inquilino do pagamento do aluguel. O que deve haver, em especial, nesse momento é que as partes do contrato cheguem a um denominador comum, demandando, ainda, mais, o trabalho das imobiliárias. Ainda sobre este assunto, se for necessária a intervenção jurídica o entendimento é que não existe parte frágil do contrato. A moradia é um direito do cidadão, entretanto, é direito do proprietário receber seus rendimentos de aluguel. Cada caso será analisado de forma individual.

Uma outra tendência que observamos neste período é a mudança nas preferências do consumidor. Existem aqueles que terão que fazer uma mudança para imóveis menores e/ ou mais baratos, para que se adéquem à nova realidade financeira da família. E existem aqueles que viram a necessidade de um espaço maior para a família. Com ambientes individuais para home office e maior/melhor área de lazer e convivência.

Agora a qualidade de vida e o orçamento familiar é que devem ditar as regras das locações a partir de agora. O foco agora serão casas/apartamentos mais baratos, mas que, ao mesmo tempo, atendam às novas exigências dos consumidores:maior espaço e melhor aproveitamento de áreas ao ar livre.

Portanto, mesmo com a desaceleração da economia, as locações devem continuar a movimentar o mercado imobiliário. Prevemos uma movimentação e uma migração de inquilinos. Mas, não haverá falta deles, especialmente porque, agora, a haverá uma diminuição no poder de compra da população, diminuindo, assim, os contratos de compra e venda.

Nós, da Imobiliária Chapecó, aproveitamos esse período para nos atualizarmos sobre essa nova face do mercado. Estamos há mais de 25 anos nesse segmento e vimos muitas mudanças. Nos preparamos para elas. Portanto, conte conosco sempre. Nosso conhecimento está a sua disposição. Sempre!

 

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